
A Polícia Federal concluiu que o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek, que ligava os municípios de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), foi provocado pelo excesso de peso sobre a estrutura. A tragédia, ocorrida em dezembro de 2024, deixou 14 mortos e três desaparecidos.
De acordo com o laudo técnico divulgado nesta semana, a estrutura cedeu após uma deformação no vão central, já comprometido por reformas mal executadas e pela sobrecarga acumulada ao longo dos anos. O relatório foi elaborado com o uso de drones e modelagem 3D, o que permitiu reconstituir com precisão os danos e as falhas que levaram ao colapso.
Segundo a investigação, alertas sobre o risco de colapso vinham sendo emitidos desde 2020. Relatórios técnicos apontavam a existência de problemas estruturais graves, mas as autoridades responsáveis não tomaram providências efetivas. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) chegou a classificar a ponte como “sofrível e precária”, recomendando reformas urgentes — que jamais foram executadas.
A Polícia Federal apura agora possíveis omissões de responsabilidade administrativa. O delegado responsável pelo caso declarou que “o colapso era plausível e anunciado”, evidenciando a negligência que pode ter contribuído diretamente para a tragédia.
Uma nova ponte, com 630 metros de extensão, está em construção e tem previsão de entrega para dezembro deste ano. A obra visa restaurar a conexão entre os dois estados e garantir segurança à população.





