
A Polícia Federal não localizou o ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, em sua residência no Jardim Botânico (DF) na tarde desta terça-feira (25/11). Condenado a 24 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, Torres era alvo de um mandado de prisão e deveria ser detido ainda hoje. No imóvel, situado em uma área nobre de Brasília, agentes encontraram apenas a esposa do ex-ministro.
Ex-delegado da própria PF, Torres deverá cumprir pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. A determinação é do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, responsável por diversos desdobramentos do processo referente às articulações golpistas de 8 de janeiro.
Nesta terça-feira, o STF declarou o trânsito em julgado do processo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros réus do chamado núcleo 1 da trama, entre eles Torres e o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Com o encerramento da possibilidade de recursos, as prisões foram autorizadas e executadas ao longo do dia.
Além de Torres e Ramagem, os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira também foram alvo de mandados de prisão. O Exército preparou celas no Comando Militar do Planalto (CMP) para receber os oficiais. Outro nome de alto escalão das Forças Armadas, o almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha, foi preso em Brasília.
Na véspera, segunda-feira (24/11), Torres havia solicitado ao STF autorização para cumprir eventual pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, ou no Batalhão de Aviação Operacional (Bavop) da PM do DF, pedido que não foi aceito pelo Supremo.
A PF segue em busca do ex-ministro, cujo paradeiro permanece desconhecido até o momento.





