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Vídeo mostra mãe gritando por socorro em hospital de São Paulo antes de filho morrer sem atendimento; Veja o vídeo 

Um caso absurdo resultou em morte de um jovem de 25 anos após uma peregrinação por hospitais dentro de uma ambulância. Andreia Marcos da Silva, mãe do paciente que faleceu por falta de uma maca para obesos, gritou e implorou por socorro primeiro na porta do Hospital de Cachoeirinha e depois na recepção do Hospital de Taipas, na Zona Norte da capital paulista.

Imagens do desespero da mãe ganharam repercussão na imprensa.

Vitor Marcos foi foi direcionado para o hospital de Parada de Taipas, que é gerenciado pela organização social Associação Hospitalar Beneficente do Brasil (AHBB) após ter atendimento recusado em outras unidades de saúde. Andreia aparece entrando e saído da entrada do pronto-socorro desesperada por auxílio.

“Me ajuda, por favor, socorro, ele está aqui. Meu filho está morrendo na ambulância. Cadê os médicos desse lugar, meu Deus, por favor”.

Vitor Augusto Marcos de Oliveira sofria de obesidade e começou a passar mal pela manhã desta quarta (4). De acordo com a mãe, ele chegou a ser atendido na UPA de Perus, mas foi encaminhado para outros hospitais.

“A saga começou quando meu filho chegou no Hospital Cachoeirinha, que onde falaram que não tinha suporte para obeso. Aí eu fiquei louca: ‘como assim? Se o Cross (Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde) mandou a vaga para cá, como que não vai aceitar'”?, relatou ela à TV Globo.

Vitor pesava 190 kg e precisava de uma maca especial, o que dificultou a transferência. A família relata que, antes dele chegar no Hospital Geral de Taipas, ele passou por outras duas unidades de saúde e em todas elas teve o atendimento negado.

No Hospital, ele aguardou por mais de três horas dentro da ambulância uma maca pra obeso.

A mãe contou que por conta da demora, o jovem sofreu três paradas cardíacas e foi atendido pelos socorristas do Samu dentro da ambulância. A família alega que houve negligência no atendimento e falta de estrutura médica.

“Foi negligenciado. Meu filho não tem o direito de ter uma maca, meu filho ficou em um assoalho, isso eu nunca vou esquecer. Meu filho morreu em cima de um assoalho, ele não teve direito de morrer em cima de um colchão.”

“O sentimento da perda nunca vai ser bom, não importa se é filho, irmão, pai, mãe, não importa. A dor do luto é muito difícil. Mas o que eu quero deixar bem claro para as redes públicas, é que de suporte a obesos, para que outras mães não venham passar o que eu passei.”

A Secretaria estadual da Saúde afirma que o investiga o atendimento “para que sejam tomadas as devidas providências”.

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