
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) reuniu-se na manhã desta segunda-feira (5/1), em Nova York, para discutir a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores.
Durante o encontro, o embaixador venezuelano na ONU, Samuel Moncada, afirmou que a ação norte-americana representa uma “flagrante violação da Carta das Nações Unidas”, destacando, sobretudo, o princípio da igualdade soberana entre os Estados.
“Trata-se de uma violação clara da Carta da ONU, principalmente no que diz respeito ao respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados”, declarou Moncada. Segundo ele, resoluções do próprio Conselho de Segurança determinam que nenhum país deve ser submetido à ocupação ou ao uso da força de maneira incompatível com os princípios da organização.
No último sábado (3/1), forças dos Estados Unidos atacaram diversas regiões do território venezuelano. A ofensiva culminou na captura de Maduro e de sua esposa por ordem do presidente norte-americano, Donald Trump. O líder venezuelano vinha sendo apontado por Washington como chefe do Cartel de los Soles, grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.
Ao discursar no Conselho, Moncada afirmou que a detenção do chefe de Estado venezuelano configura um “sequestro” e classificou a operação como “ilegítima”. Para o diplomata, o episódio representa uma grave ameaça não apenas à Venezuela, mas à paz e à segurança internacional.
“Se o sequestro de um chefe de Estado, o bombardeio de um país soberano e a ameaça de ações militares forem tolerados ou minimizados, a mensagem enviada ao mundo será devastadora”, alertou o embaixador.
A reunião do Conselho de Segurança ocorreu em meio ao aumento da tensão diplomática e militar na região, com países-membros demonstrando preocupação com as consequências do episódio para a estabilidade internacional.

