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Siamesas separadas em hospital de Goiânia: Heloá respira sem aparelhos e Valentina apresenta melhora clínica, diz boletim

 

O último boletim médico do Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), divulgado na manhã desta terça-feira (17), informou que a siamesa Heloá já respira sem ajuda de aparelhos e a irmã, Valentina, teve melhora clínica. As gêmeas de 3 anos passaram por uma cirurgia de separação na quarta-feira (11).

Ainda conforme o boletim, Heloá está sem febre, recebendo antibióticos e respirando espontaneamente. Já a Valentina está aguardando o despertar para a programação da extubação, também recebe antibióticos e remédios para melhorar a pressão arterial. Elas seguem na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

As siamesas eram unidas por parte do tórax, abdômen, bacia, fígado, intestinos delgado e grosso e genitálias. Elas passaram por cirurgia de separação de corpos na quarta-feira (11) e seguem em estado grave, devido a gravidade da própria cirurgia.

Conforme o Hecad, no domingo (15), Valentina teve uma obstrução pulmonar grave, mas a secreção foi retirada. Com isso, houve melhora no estado de saúde. Valentina segue tomando antibióticos, está mais estável e reduziu a ventilação mecânica.

O médico Zacarias Calil, responsável pela separação das meninas, contou que a menina teve uma obstrução chamada atelectasia, quando o corpo produz uma “rolha” (secreção) que acaba tampando o pulmão.

“Mesmo fazendo fisioterapia, essa “rolha” migrou e obstruiu o pulmão esquerdo. O pulmão esquerdo dela parou totalmente de funcionar, foi um quadro respiratório intenso. Os siameses podem ter uma piora repentina. Já à noite, a saturação voltou ao normal e agora ela está bem, segue intubada”, explica o médico.

Valentina e Heloá Prado passaram por um procedimento de mais de 10 horas no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad) . Os corpos das gêmeas foram separados por volta das 20h. Valentina deixou o centro cirúrgico por volta das 23h e Heloá foi liberada em seguida, por volta da meia noite. A separação das duas contou com cerca de 50 profissionais. Segundo Zacharias Calil, elas devem retornar ao centro cirúrgico três semanas após a separação.

Valentina e Heloá são naturais de Guararema, cidade do interior de São Paulo e estão em tratamento em Goiânia há cerca de dois anos. Após o início do acompanhamento médico, os pais das crianças decidiram se mudar para Morrinhos, no interior de Goiás.

Nas primeiras 24 horas de recuperação na UTI, a mãe das siamesas, Valdirene Prado, contou que as filhas estão sendo fortes.

“Estou mais aliviada com o sucesso da cirurgia. Minhas filhas são e estão sendo fortes nessa fase de recuperação hospitalar. A minha expectativa é muito boa porque elas estão vencendo cada dificuldade”, ressaltou.

No sábado (14), o pai das gêmeas, Fernando Oliveira dos Santos, contou que esteve com as filhas no período da manhã e disse estar otimista e satisfeito com o empenho da equipe médica.

Fonte: G1

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