Bombeiros retomam buscas por grávida e filha de 14 anos desaparecidas no Sol Nascente, no DF

Dupla não é vista desde quinta-feira (9). Na manhã deste domingo (12), operação foi suspensa após equipe receber informação de que elas teriam ido até igreja; horas depois, corporação disse que versão não foi confirmada e que buscas foram retomadas imediatamente.

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) retomou, na tarde deste domingo (12), as buscas por uma mulher grávida, de 38 anos, e a filha dela, de 14 anos, que estão desaparecidas desde quinta-feira (9). As duas não voltaram para casa depois de avisarem que iam tomar banho em um córrego, na chácara 101 do Sol Nascente.

Pela manhã, após três dias de operação, os bombeiros suspenderam as buscas, após receberem a informação de que mãe e filha tinham sido vistas em uma igreja, em Samambaia. Horas depois, a corporação divulgou nova nota, informando que a versão não foi confirmada e que a procura foi retomada.

No texto, o CBMDF afirma que as informações sobre o paradeiro das desaparecidas “teriam sido passadas ao Centro de Operações do Corpo de Bombeiros (COCB), por um senhor de nome Alexandre. Ressaltamos que como a informação não foi confirmada, as atividades de buscas recomeçaram imediatamente”.

“A unidade operacional responsável pelas buscas continuará envidando todos os esforços no sentido de encontrar as vítimas desaparecidas”, diz o texto.

Até a publicação desta reportagem, o g1 não havia conseguido falar com os familiares de mãe e filha neste domingo.

Investigação

No sábado (11), o marido da gestante disse à TV Globo que comunicou o desaparecimento na 23ª Delegacia do P Sul, em Ceilândia, que investiga o caso. Pela manhã, a polícia já havia informado não ter informações sobre ela e a filha terem sido vistas em uma igreja.

De acordo com o delegado Vander Braga, já foram ouvidos os depoimentos do marido e de uma irmã da mulher desaparecida. Nesta segunda-feira (13), o filho do casal, que teria sido a última pessoa a ver a mãe e a irmã, deve ser ouvido.

“A gente parte do princípio de que todo mundo tem que ser investigado nessa situação”, diz o delegado.

As buscas

De acordo com o marido e um outro filho do casal, a mulher, grávida de quatro meses, e a filha dela saíram de casa por volta das 15h de quinta-feira para tomar banho em um córrego, na região do Sol Nascente, e não voltaram mais.

Os bombeiros começaram as buscas na mesma noite, às 21h47. Por causa do difícil acesso e da baixa luminosidade, o trabalho foi suspenso de madrugada e retomado durante toda a sexta-feira e o sábado, sem que elas fossem encontradas.

“Foi varrida a área adjacente ao curso d’água e sua superfície, e as equipes de mergulhadores realizaram buscas no leito e em diversos poços no seu trajeto. Nas margens por terra foram empregados cães de busca e uma aeronave não tripulada (drone)”, disseram os bombeiros.
A corporação informou que trabalha com nove militares, divididos em três grupos:

1º grupo: cães farejadores seguiram pistas dos bens, supostamente deixados no local do incidente, pelas vítimas (chinelo e guarda-sol);

2º grupo: mergulhadores de resgate realizaram buscas ao longo do riacho, seguindo seu fluxo por cerca três quilômetros, “vasculhando seu leito e o fundo de poços”;

3º grupo: tropa a pé fez varredura no local, com o auxílio de drones, das margens do córrego até uma área a, aproximadamente, três quilômetros de distância.

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